domingo, 19 de maio de 2013

Depois da morte: perturbações e percepções

Meus amigos, por problemas 'internéticos' (rs...) ficamos um loooongo tempo sem postar, mas a partir de hoje damos continuidade às nossas postagens sobre a Doutrina Espírita para Principiantes e, no post de hoje, trataremos de um assunto um tanto quanto dogmatizado por algumas das correntes religiosas do orbe: trataremos sobre o "depois da morte".


No instante da morte, a alma (que estava encarnada) volta a ser Espírito. Uma vez que conserva sua individualidade (a qual nunca perde) no mundo dos Espíritos, volta a apresentar através da luminosidade de seu Perispírito a sua evolução espiritual.
Os Espíritos esclarecem que a separação da alma e do corpo não é dolorosa; que, geralmente, o corpo sofre muito mais durante a "vida" do que durante o momento da "morte". O que ocorre é uma perturbação dos sentidos.

Mas é na quarta obra da Codificação, O Céu e o Inferno, onde Allan Kardec traça uma série de considerações acerca do tema:

"A extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma em conseqüência do rompimento do laço fluídico que a une ao corpo, mas essa separação nunca é brusca.
O fluido perispiritual só pouco a pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e absoluta quando não mais reste um átomo do perispírito ligado a uma molécula do corpo. A sensação dolorosa da alma, por ocasião da morte, está na razão direta da soma dos pontos de contacto existentes entre o corpo e o perispírito, e, por conseguinte, também da maior ou menor dificuldade que apresenta o rompimento. Não é preciso portanto dizer que, conforme as circunstâncias, a morte pode ser mais ou menos penosa".

"Na transição da vida corporal para a espiritual, produz-se ainda um outro fenômeno de importância capital - a perturbação.
À proporção que se liberta, a alma encontra-se numa situação comparável à de um homem que desperta de profundo sono; as idéias são confusas, vagas, incertas; a vista apenas distingue como que através de um nevoeiro, mas pouco a pouco se aclara, desperta-se-lhe a memória e o conhecimento de si mesma. Bem diverso é, contudo, esse despertar; calmo, para uns, acorda-lhes sensações deliciosas; tétrico, aterrador e ansioso, para outros, é qual horrendo pesadelo".

"A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. A afinidade entre o corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria, que atinge o seu máximo no homem cujas preocupações dizem respeito exclusiva e unicamente à vida e gozos materiais. Ao contrário, nas almas puras, que antecipadamente se identificam com a vida espiritual, o apego é quase nulo. E desde que a lentidão e a dificuldade do desprendimento estão na razão do grau de pureza e desmaterialização da alma, de nós somente depende o tornar fácil ou penoso, agradável ou doloroso, esse desprendimento".

Há outras passagens acerca do tema, mas nos limitaremos a trazer apenas esses três para não tornarmos o post muito longo.
E por ora ficamos por aqui. No próximo post iniciaremos um tema de extrema importância para os estudiosos e simpatizantes da Doutrina Espírita: a REENCARNAÇÃO.

O abraço fraterno de sempre, fiquem com Deus.
E até a próxima!!

domingo, 21 de abril de 2013

Perispírito

Meus amigos, o post de hoje será dedicado ao estudo do Perispírito, um dos assuntos que são tratados no capítulo 4 da apostila Doutrina Espírita para Principiantes.


O perispírito nada mais é do que o corpo fluídico que une o Espírito ao corpo material.
E uma vez que encontramos um vasto material de qualidade na rede a respeito do tema, nos limitaremos em sugerir algumas leituras para o aprofundamento do assunto.

Pra começar, segue uma vídeo-aula bastante interessante e de fácil compreensão sobre o Perispírito:


E aqui vão algumas sugestões de textos:
- Perispírito, do site Portal do Espírito
- Perispírito, do site Autores Espíritas Clássicos
- Perispírito, do site Centro Espírita Ismael
- A propósito do Perispírito, do site Seara Bendita

Nos links acima encontraremos diversas abordagens sobre as propriedades e funções do Perispírito, por isso não deixem de consultá-los, ok?

E por hoje terminamos por aqui.
O nosso abraço fraterno de sempre. Fiquem com Deus.
E até a próxima!!

domingo, 31 de março de 2013

Progressão dos Espíritos

Dando continuidade às abordagens da apostila Doutrina Espírita para Principiantes em seu Capítulo de nº 4, que trata da Imortalidade da Alma, o tópico de hoje nos leva a refletir acerca da Progressão dos Espíritos.


Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec elabora uma série de questionamentos acerca do assunto, recebendo diversas considerações dos Espíritos Superiores que colaboraram com o processo de codificação da Doutrina.

Já na Introdução da obra o Codificador esclarece: "Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.
As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição".


No Capítulo 1 da obra, denominado de Dos Espíritos, os Benfeitores Espirituais deixam valiosas lições:

- Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram?
"São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada".

- Dos Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus?
"Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição (...)".

- Haverá Espíritos que se conservem eternamente nas ordens inferiores?
"Não; todos se tornarão perfeitos".

- Não podia Deus isentar os Espíritos das provas que lhes cumpre sofrer para chegarem à Primeira Ordem?
"Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta?"


Nestas breves palavras, a espiritualidade superior afasta por completo todas as concepções espiritualistas de que Deus teria criado seres perfeitos que vieram a se rebelar e que, por isso, foram expulsos do "paraíso". Aqui, os Espíritos esclarecem que Deus, em sua Infinita Justiça, criou todos iguais, como bebês: simples e ignorantes - cabendo a cada um a construção de sua própria grandeza espiritual. Não há ninguém condenado à inferioridade perpétua: não há demônios, não há seres excluídos do processo de crescimento espiritual: TODOS teremos oportunidades; TODOS caminharemos para o aperfeiçoamento espiritual.

Mas é no livro O Céu e o Inferno que a proposta é desenvolvida com mais profundidade pelo Codificar do Espiritismo, motivo pelo qual sugerimos a todos os que queiram se aprofundar no assunto que leiam os Capítulos VIII e IX da obra, respectivamente, Os Anjos e Os Demônios.

E por ora ficamos por aqui.
No próximo post traremos algumas abordagens acerca do Perispírito, assunto que abre um leque para diversas linhas de estudo dentro da Doutrina.

O nosso abraço fraterno de sempre. Fiquem com Deus.
E até a próxima!!

domingo, 10 de março de 2013

Escala Espírita

Continuando nossos estudos acerca do Capítulo 4- Imortalidade da Alma - da apostila Doutrina Espírita para Principiantes, hoje trataremos das diversas classes de adiantamento dos Espíritos.


Allan Kardec pergunta aos Espíritos nO Livro dos Espíritos: "São iguais os Espíritos, ou há entre eles qualquer hierarquia?"
- São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado.


A classificação dos Espíritos se baseia em seu grau de adiantamento, que nada tem de absoluto. Apenas em seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido. De um grau a outro (por exemplo, de Leviano a Pseudo-sábio) a transição é praticamente imperceptível, o que não ocorre de uma ordem a outra - que já possuem características bastante definidas.

Nosso objetivo hoje é traçar um delineamento sobre cada uma dessas etapas de evolução.

Espíritos imperfeitos: predominância da matéria sobre o espírito. Como ainda possuem a propensão para o mal, a ignorância, o orgulho, o egoísmo e todas as paixões acerbadas da matéria ainda lhe são comuns.
Espíritos bons: predominância do espíritos sobre a matéria. Possuem o desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que tenham alcançado.
Espíritos puros: não possuem nenhuma influência da matéria. Possuem superioridade moral e intelectual absoluta com relação aos Espíritos das outras ordens.

E dentro de cada uma das ordens, os Espíritos também possuem suas características marcantes:

Espíritos Impuros: inclinação ao mal
Espíritos Levianos: ignorância + malícia
Espíritos Pseudo-sábios: conhecimento + orgulho
Espíritos neutros: nem bons nem maus
Espíritos batedores e perturbadores: atitude para efeitos materiais

Espíritos Benévolos: bondade + conhecimento limitado
Espíritos Sábios: conhecimento científico
Espíritos de Sabedoria: conhecimento + bom juízo
Espíritos Superiores: ciência + sabedoria + bondade

Espíritos Puros: anjos. São os Ministros de Deus.

Na esperança de termos contribuído para um melhor esclarecimento sobre o assunto, terminamos o post por aqui.
Em nossa próxima publicação abordaremos a progressão dos Espíritos e como ela se dá.

O abraço de sempre. Fiquem com Deus.
E até lá!!

sábado, 2 de março de 2013

A Alma

Dando continuidade aos estudos que nos são trazidos pela apostila Doutrina Espírita para Principiantes em seu capítulo 4, no post de hoje trataremos de um assunto que faz parte do dia-a-dia das pessoas, mas nem todos sabem como defini-la muito bem: A ALMA.


Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, perguntou aos Espíritos que contribuíram para as elucidações contidas nO Livro dos Espíritos:

- O que é a alma?
"Um Espírito encarnado".
- O que era a alma antes de se unir ao corpo?
"Espírito".
- As almas e os Espíritos são, portanto, a mesma coisa?
"Sim, as almas não são senão os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais, quando no mundo visível, temporariamente revestem um invólucro carnal para se purificarem e esclarecerem".

Desde tempos mitológicos a alma vem sendo alvo de filosofias as mais diversas. No entanto, apenas com a racionalidade e simplicidade apresentada pelos Espíritos que a Humanidade conseguiu, finalmente, acabar com esse quê de misticismo que o tema envolvia.

Pela simplicidade e objetividade das respostas, bem como pela sua clareza, terminamos o post por aqui.
O abraço fraterno de sempre, fiquem com Deus.
E até a próxima!!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Os Espíritos

No post de hoje damos início às abordagens do Capítulo 4 da apostila Doutrina Espírita para Principiantes, que trata da IMORTALIDADE DA ALMA.


Allan Kardec, através de O Livro dos Espíritos, nos mostra que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação e que povoam todo o Universo Infinito. Constituem um mundo a parte, o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

Geralmente fazemos dos Espíritos uma ideia completamente falsa: eles não são seres abstratos, vagos e indefinidos; são, ao contrário, seres muito reais, com sua individualidade e uma forma determinada. São simplesmente as almas dos que viveram no mundo material após a morte do corpo físico.

Eles estão por toda parte, tanto no Espaço quanto ao nosso lado, vendo-nos e atuando sobre nossos pensamentos e, consequentemente, sobre nossas ações.

Importante frisar que uma grande parte dos "encarnados" (termo utilizado pelo espiritismo para se referir às pessoas que vivem no mundo material) trazem consigo o sentimento de imortalidade, mesmo não pertencendo a nenhuma das correntes espiritistas. Não é à toa que estúdios do porte de Hollywood vêm lançando filmes e mais filmes que abordam o tema: alguns com certo misticismo, é verdade. Mas o nosso objetivo é demonstrar como a ideia de imortalidade da alma é inata ao ser humano.

Alguns exemplos nós deixamos à disposição aqui no blog:


GHOST, DO OUTRO LADO DA VIDA (1990)


OS OUTROS (2001)


O SEXTO SENTIDO (1999)


AMOR ALÉM DA VIDA (1998)


ALÉM DA ETERNIDADE (1989)


ALÉM DA VIDA (2011)


Terminamos o post por aqui.
No nosso próximo encontro trataremos mais detidamente sobre a ALMA.

O abraço fraterno de sempre.
Fiquem com Deus e até a próxima!!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Princípio Espiritual

Como variante do Princípio Vital, temos o Princípio Espiritual ou Princípio Inteligente do Universo.


O princípio espiritual tem existência própria e, uma vez que é individualizado, o elemento espiritual constitui os seres chamados Espíritos.
Os Espíritos são criados por Deus. É indiscutível que Deus é eterno, mas nada sabemos de quando e como fomos criados; o que sabemos é que Deus jamais deixou de criar.

Os Espíritos não são imateriais mas, em função da pobreza de nossa linguagem, acabamos utilizando essa expressão. O mais correto seria dizer que eles são incorpóreos. São formados pela matéria quintessenciada, mas sem analogia ainda para nós. Trata-se de uma matéria tão etérea que escapa inteiramente ao alcance de nossos sentidos.

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: - Que definição se pode dar dos Espíritos?
E são os próprios Espíritos que respondem: "Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material."

- Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?
"Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação sua e se acham submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo por que nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério."

- A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?
"É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar."

- Os Espíritos têm fim? Compreende-se que seja eterno o princípio donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil de conceber- se que uma coisa que teve começo possa não ter fim.
"Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o que o sábio apreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer."


Vemos que a última resposta que trouxemos para o post deixa transparente a IMORTALIDADE DA ALMA, assunto do Capítulo 4 da apostila Doutrina Espírita para Principiantes - capítulo que passaremos a abordar em nosso próximo post.

O abraço fraterno de sempre. Fiquem com Deus.
E até a próxima!!

domingo, 27 de janeiro de 2013

A tragédia em Santa Maria / RS

Meus irmãos, no post de hoje daremos uma pausa nas abordagens da apostila Doutrina Espírita para Principiantes para comentarmos a tragédia que se fez nacionalmente conhecida ocorrida na cidade de Santa Maria, RS.


Maiores detalhes os companheiros poderão encontrar clicando AQUI.

Muitos perguntarão: qual a posição do Espiritismo com relação à morte de mais de 200 pessoas, em sua maioria jovens estudantes que ainda tinham todo um belo futuro pela frente?
Essa pergunta foi feita à Emmanuel e publicada no livro Chico Xavier Pede Licença, de autoria de vários benfeitores espirituais - que reproduzimos, na íntegra, aqui no blog.

Aqui trazemos, também, duas entrevistas sobre o tema:




Que as famílias tenham o amparo necessário e fé suficiente para continuarem tocando suas vidas.
A todas vocês as nossas mais sinceras orações!

*****

DESENCARNAÇÕES COLETIVAS

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?
(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23/02/1972, em Uberaba, MG).


"- Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.
Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontros marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.
Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.
Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor."


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Princípio Vital

Dando continuidade ao Capítulo 3 - DEUS da apostila Doutrina Espírita para Principiantes, abordaremos no post de hoje o Princípio Vital.


Allan Kardec, nO Livro dos Espíritos, pergunta à Espiritualidade Superior: Há alguma diferença entre a matéria dos corpos orgânicos e a dos inorgânicos?
- A matéria é sempre a mesma, porém nos corpos orgânicos ela está animalizada.

Kardec insiste: Qual a causa da animalização da matéria?
- Sua união com o Princípio Vital.

Assim podemos dividir os seres em dois grupos: inanimados e animados - sendo que os primeiros são constituídos apenas de matéria, sem vitalidade nem inteligência (são os seres inorgânicos) e os segundos são os seres animados, que são divididos em seres animados que não pensam (ou seja, possuem o princípio vital mas são destituídos de inteligência) e seres animados pensantes (que possuem o princípio vital e têm um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar).

Muitos se perguntarão: mas o que vem a ser esse Princípio Vital?
O próprio Codificador esclarece: "Seja qual for a opinião que se tenha sobre a natureza do Princípio Vital, o certo é que ele existe, pois que se lhe apreciam os efeitos" (do livro AGênese).
Em outras palavras, podemos dizer que é certo que encontraremos diversas teorias acerca do que vem a ser o Princípio Vital; mas, mesmo não tendo ainda uma definição clara, uma vez que percebemos, na prática, os seus efeitos, certo é que ele existe.

Um exemplo: se colocarmos uma pedra dentro de uma redoma de vidro, ela fica ali por décadas sem que ocorra qualquer alteração em sua estrutura. O mesmo não acontece com as plantas, animais e seres humanos. Logo, há de existir uma diferença na constituição dos seres inorgânicos (pedra) e orgânicos (plantas, animais e seres humanos): eis o Princípio Vital!

E aqui terminamos o post de hoje.
O abraço fraterno de sempre. Fiquem com Deus!

E até a próxima!!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Criação

Como primeiro post do ano de 2013, e dando sequência aos capítulos da apostila Doutrina Espírita para Principiantes, falaremos hoje sobre a CRIAÇÃO.
Neste post, entenderemos por CRIAÇÃO como sendo o processo de formação dos mundos, tudo bem?
E porquê não como sendo o processo de criação da vida? Porque a VIDA só Deus CRIA!


Em O Livro do Espíritos, Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores: - Poderemos conhecer o modo de formação dos mundos?
E eles respondem: "Tudo o que a esse respeito se pode dizer e podeis compreender é que os mundos se formam pela condensação da matéria disseminada no Espaço".

É importante destacar, aqui, que a resposta dos Espíritos que participaram da codificação é adaptada ao grau de entendimento que podemos ter ("e que podeis compreender"). Em outras palavras, seria alguma coisa mais ou menos assim: "Olha, vocês ainda não estão em condições de entender TUDO a respeito do processo de formação dos mundos. Então, satisfaçam-se com a ideia de que é através da condensação da matéria disseminada no Espaço".
E, cá entre nós, convenhamos: de quê adiantaria um PHD em cálculo tentar ensinar alguma coisa a crianças do 5º ano? É evidente que ele deveria moldar os seus conhecimentos matemáticos à capacidade de entendimento da turminha, certo? Pois bem. O raciocínio é o mesmo!!

Mas é no livro Evolução em Dois Mundos que André Luiz esclarece o processo de Criação: "Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colméias imensas e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas (...)".

Para terminarmos o primeiro post de 2013, deixamos um link de um vídeo que mostra perfeitamente como funciona todo o processo de Criação - todo ele orientado por Espíritos da mais alta envergadura espiritual!


Na esperança de que tenhamos esclarecido (pelo menos um pouco) como funciona o processo de criação dos mundos, deixamos aqui o nosso abraço de sempre.
Fiquem com Deus e até a próxima!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Elementos Gerais do Universo

No post de hoje, trataremos de um tema pouco discutido no meio espírita - apesar de ser um tema extremamente importante: os Elementos Gerais do Universo.


Deus, espírito (com 'e' minúsculo) e matéria constituem o princípio de tudo o que existe: a trindade universal.
E como já abordamos a ideia de DEUS em posts anteriores, vamos, hoje, falar um pouco sobre ESPÍRITO e MATÉRIA.

ESPÍRITO
Princípio inteligente do Universo.
O espírito independe da matéria, embora a união de ambos seja necessária para que se dê vida à matéria orgânica.

MATÉRIA
Agente, intermediário através do qual e sobre o qual atual o espírito.
A matéria existe em diversos estados, inclusive tão etérea e tão sutil que escapa inteiramente ao alcance de nossos sentidos.

E pq a diferença entre Espírito (com 'e' maiúsculo) e espírito (com 'e' minúsculo)?
Espírito faz referência à individualidade humana, dotada de razão. Por sua vez, espírito é a designação do princípio inteligente do Universo.

Em O Livro dos Espíritos, o tema é abordado a partir da questão de número 21. Algumas delas trazemos para o post de hoje:


22. Define-se geralmente a matéria como sendo o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições?
“Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria.”

a) — Que definição podeis dar da matéria?
“A matéria é o laço que prende o espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.”
Deste ponto de vista, pode dizer-se que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual e sobre o qual atua o espírito.

23. Que é o espírito?
“O princípio inteligente do Universo.”

a) — Qual a natureza íntima do espírito?
“Não é fácil analisar o espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.”

24. É o espírito sinônimo de inteligência?
“A inteligência é um atributo essencial do espírito. Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa.”

25. O espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?
“São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria.”

27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela. (...)”

28. Pois que o espírito é, em si, alguma coisa, não seria mais exato e menos sujeito a confusão dar aos dois elementos gerais as designações de matéria inerte e matéria inteligente?
“As palavras pouco nos importam. Compete-vos a vós formular a vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. As vossas controvérsias provêm, quase sempre, de não vos entenderdes acerca dos termos que empregais, por ser incompleta a vossa linguagem para exprimir o que não vos fere os sentidos.”


E aqui terminamos o post de hoje.
O abraço fraterno de sempre e até a próxima!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Atributos da Divindade

Continuando nossas postagens acerca do Capítulo 3 da apostila Doutrina Espírita para Principiantes, hoje trataremos dos Atributos de DEUS. Evidentemente que não traremos, aqui, TODOS os atributos do Criador - até porque ainda somos muito carentes perceptivamente, mas apresentaremos aqueles que não podem faltar à absoluta perfeição.


DEUS É ETERNO
Se tivesse tido princípio, teria sido criado por algo anterior a ele. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.

É IMUTÁVEL
Se tivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não teriam qualquer estabilidade.

É IMATERIAL
Sua natureza difere de tudo o que consideramos como 'matéria'. De outro modo, ele não seria imutável, visto que estaria sujeito às transformações da matéria.

É ÚNICO
Se muitos deuses houvesse, não haveria unidade de direção no Universo.

É ONIPOTENTE
Ele o é porque é único. Se não dispusesse de soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto Ele.

É ONIPRESENTE
Está presente em todos os lugares do Universo infinito. Quanto mais forte a luz, mais ela irradia a sua claridade. Logo, não existe lugar sagrado - ou melhor, TODOS os lugares são sagrados, ao passo que contam com a presença do Criador.

É SOBERANAMENTE BOM E JUSTO
A sabedoria providencial das leis divinas e a bondade e misericórdia de Deus se revelam desde as mais pequeninas coisas até as maiores. Os desígnios de Deus são insondáveis, mas soberanamente justos.

Por ora é só.
No próximo post, trataremos dos elementos gerais do Universo.

O abraço fraterno de sempre.
E até lá!!

sábado, 3 de novembro de 2012

Deus e as provas de sua existência

Dando continuidade ao Capítulo 3 da apostila Doutrina Espírita para Principiantes, hoje falaremos um pouco sobre as provas da existência de Deus.


Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec faz uma série de perguntas à Espiritualidade Superior sobre as provas da existência de Deus. Trazemos algumas delas para o post de hoje:

Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”

O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação, resultado de idéias adquiridas?
“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?”
Kardec comenta: Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.


Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?
“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? (...)”
Outro comentário de Kardec: A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.


Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?
“Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. (...)"
O Codificador do Espíritismo destaca: O poder de uma inteligência se julga pelas suas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma inteligência superior à Humanidade.



Sobre o assunto, os Espíritos que participaram da Codificação esclarecem, na questão de nº 14 de O Livro dos Espíritos: Deus existe; disso não podeis duvidar - e é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto donde não lograríeis sair. Isso não vos tornaria melhores (...). Deixai, conseguintemente, de lado todos esses sistemas; tendes bastantes coisas que vos tocam mais de perto, a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos libertardes delas, o que será mais útil do que pretenderdes penetrar no que é impenetrável.

Kardec, por sua vez, conclui no livro A Gênese: Deus não se mostra, mas se revela por suas obras.

E, para terminarmos o post de hoje, trazemos uma história que nos é contada pelo Espírito Meimei no livro Pai Nosso:

"Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou: – Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu: – Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.
– Como assim? – indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se: – Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
– Pela letra.
– Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
– Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou: – Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
– Pelos rastros – respondeu o chefe, surpreendido.
Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso: – Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também."


O abraço fraterno de sempre. Fiquem com Deus!
E até o próximo post, onde falaremos dos Atributos da Divindade.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O que é Deus?

Allan Kardec, na primeira pergunta de O Livro dos Espíritos, pergunta à Espiritualidade Superior:

O que é Deus?
- Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.


Ele continua, na pergunta de nº 3: Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
- Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens.

Neste caso, o próprio Codificador do Espiritismo comenta: Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que também não está.

No atual estágio evolutivo em que nos encontramos, temos a necessidade urgente de definir algumas coisas em palavras para que possamos entendê-las. DEUS é uma (e a maior) delas.
Temos, hoje, uma vaga noção de seus atributos (assunto que será tratado nos próximos posts), mas ainda assim é uma noção extremamente aquém da realidade, visto que DEUS possui todas as perfeições em grau supremo.
Cabe a reflexão: seríamos capazes de, em nossa imperfeição, definir o que é ABSOLUTO?
Qual idioma usaríamos? Quais palavras?
Teríamos a ideia total de todas as características do Criador?
Complicado, né??

De qualquer forma, precisamos ter em mente que o próprio Jesus não se sentou em praça pública para explicar a natureza de DEUS. Ele se limitou a chamá-Lo de ABA: "Nosso Pai", indicando, segundo Emmanuel, os deveres de amor e reverência com que nos cabe contribuir na extensão e no aperfeiçoamento da Obra Divina.

Terminamos o post de hoje deixando uma passagem bastante interessante sobre o assunto que podemos encontrar no livro Depois da Morte, de Léon Denis: Definir é limitar. Em face deste grande problema, a fraqueza humana aparece.
Deus impõe-se ao nosso Espírito, porém escapa de toda a nossa capacidade de análise.
Querer definir Deus seria circunscrevê-lo e quase negá-lo.
Para resumir, tanto quanto podemos, tudo o que pensamos referente a Deus, diremos que Ele é a Vida, a Razão, a Consciência em sua plenitude. É a causa eternamente operante de tudo o que existe.
É a comunhão universal.

O nosso abraço fraterno de sempre.
Fiquem com Deus.

E até a próxima!!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ideia de Deus

Seguindo a sequência da Apostila Doutrina Espírita para Principiantes, hoje daremos início aos estudos abordados pelo Capítulo 3: DEUS.


Desde os tempos mais remotos, o ser humano sempre sentiu no íntimo da sula alma a existência de um "Ser" superior, que, posteriormente, chamou de Deus.

Desde a Antiguidade o homem já sentia em si a presença de Deus, adorando a Natureza à base de rituais, cerimônias e cantos rudimentares. Contudo, à medida que ele [o homem] evoluiu, aperfeiçoou-se, também, sua concepção de Deus e as formas de adorá-lo.
Tempos houve em que cada família, cada tribo, cada cidade e cada raça tinha os seus deuses particulares, em cujo louvor o fogo divino ardia constantemente. Retribuindo essas homenagens, se acreditava que tais deuses tudo faziam por seus adoradores, chegando até a se postar a frente dos exércitos a que pertenciam, ajudando em guerras defensivas ou de conquista.

Na verdade, o homem sempre buscou a Deus.
Desde a adoração das forças da Natureza, passando pelo culto ao Sol das civilizações pré-colombianas, pelo Jeová dos judeus e pelo velhinho de barbas brancas dos católicos, a ideia de Deus vem evoluindo sempre conforme o progresso (científico e moral), o entendimento e a cultura da humanidade.

Concluímos, portanto, que Deus não é apenas uma ideia ou fruto das necessidades psicológicas de uma época (visto que esteve presente em todos os povos e em todas as épocas), mas uma realidade que se revela mais nítida à medida que compreendemos as leis que regem a vida e que estimulamos nosso desenvolvimento cultural, filosófico, intelectual e moral.

E, em nosso próximo post, traremos a pergunta: O que é Deus?
O abraço fraterno de sempre e até lá!!

sábado, 13 de outubro de 2012

O Consolador Prometido

Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.
O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. (João 14: 15-17)


O termo CONSOLADOR, em seu original grego (língua na qual a Bíblia foi escrita), é PARAKLETOS: aquele que ensina, que defende, que conforta, que consola = consolador.
Logo, vemos que a ideia do Consolador Prometido vai muito além de consolar. É, também, aquele que viria para ensinar a humanidade, para abrir seus olhos, para trazer o conforto esperado.

Mas, continuando no capítulo 14 do Evangelho de João, temos a seguinte passagem:

Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. (João 14: 24-26)

Com relação ao Espírito Santo, várias são as passagens na literatura complementar da Doutrina Espírita que falam sobre ele. No post de hoje apresentamos duas:

Livro O Consolador, pergunta 312:
– Como interpretar a afirmativa de João: “Três são os que fornecem testemunho no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo"?
Emmanuel: - João referia-se 1) ao Criador; 2) a Jesus, que constituía para a Terra a sua mais perfeita personificação; e 3) à legião dos Espíritos redimidos e santificados que cooperam com o Divino Mestre, desde os primeiros dias da organização terrestre, sob a misericórdia de Deus.

No livro Paulo e Estevão, Emmanuel nos traz uma nota de pé de página quando se refere ao Espírito Santo:
"Ninguém deverá ignorar que Espírito Santo designa a legião dos Espíritos santificados na luz e no amor, que cooperam com o Cristo desde os primeiros tempos da Humanidade".


Logo, sendo o Espírito Santo a legião de Espíritos santificados que cooperam com o Cristo desde os primórdios da Humanidade e que são esses mesmos Espíritos que vêm nos esclarecer sobre as máximas evangélicas (através das comunicações mediúnicas), acho que fica mais do que claro que o Espiritismo é, de fato, o Consolador prometido por Jesus: "que vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito".

E aqui terminamos as abordagens do capítulo 2 da apostila Doutrina Espírita para Principiantes.
No próximo post iniciaremos, portanto, as abordagens do capítulo 3: DEUS.
Um tema um tanto quanto desafiador, concordam?

O abraço fraterno de sempre.
Fiquem com Deus.
E até a próxima!!

sábado, 6 de outubro de 2012

A Revelação Espírita

Como prometido em nosso último post, hoje abordaremos o tema A Revelação Espírita.

A 1ª vez que Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, fala em Revelação é no capítulo 1, item 6, de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Ele comenta: A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem sua personificação em nenhuma individualidade porque é fruto do ensino dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários.

Do comentário do Codificador, podemos concluir:


1ª Revelação: Moisés

Muitos podem perguntar: "mas Moisés não foi quem estipulou a Lei de Talião: Olho por olho, dente por dente? Como isso pode representar a Revelação da Lei de Deus?"
Não podemos nos esquecer que, à época de Moisés, era comum uma pessoa se sentir no direito de, por ter uma de suas ovelhas roubadas, exterminar toda a família do ladrão e roubar todo o seu rebanho. Por ter um ente ferido, assassinar todos os descendentes do causador do dano. E tudo isso, segundo a concepção da época, agindo em nome da 'justiça'.
Moisés, portanto, vendo que a ação da 'justiça' era desproporcional ao dano, faz uma concessão: que a dita 'justiça' seja proporcional ao agravo! Olho por olho, dente por dente!

Contudo, precisamos nos lembrar que a Lei de Amor está na Revelação Mosaica:
Deuteronômio, 6:5 => Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.
Levítico, 19:18 => Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo.

E, lembrando-nos do Evangelho de Lucas: E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E ele lhe disse: Que está escrito na Lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás. (Lucas 10: 25-28)

O doutor da lei não resume todo o Velho Testamento com "Olho por olho, dente por dente". Ele resume com Amar a Deus e Amar ao próximo.
E Jesus conclui: "Respondeste bem!!"


2ª Revelação: O Cristo

A 2ª Revelação da Lei de Deus é trazida não por um homem (como aconteceu com Moisés), mas pelo Cristo em pessoa.
Jesus, o governador espiritual do orbe, vem com a missão não de divulgar, mas com a missão de exemplificar o Amor!

Encontramos no Evangelho de Mateus: Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. (Mateus 5:17)
Kardec comenta: Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina.

Até agora, pudemos ver que, com Moisés, o Reino de Deus foi, digamos, teorizado.
Com Cristo ele foi exemplificado.
Contudo, muitas coisas não puderam vir à tona na época em função da imaturidade espiritual da humanidade. Explicamos: ninguém duvida da utilidade de um bisturi. Mas ninguém em sã consciência entrega um bisturi a uma criança de 2 anos de idade.

Faltava, então, explicar os ensinamentos de Jesus...


3ª Revelação: O Espiritismo

E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz. Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. (Lucas 8: 16 e 17)

Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne, os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões e os velhos, sonhos. (Atos 2:17)
(uma referência à mediunidade??)

Retomando o que citamos de Kardec no início deste post: O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem sua personificação em nenhuma individualidade porque é fruto do ensino dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. Ele nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica.

O Espiritismo é, portanto, a 3ª Revelação!!

E aqui terminamos o nosso (longo) post de hoje - o que não significa que o assunto foi esgotado!
Em nosso próximo encontro trataremos de um tema igualmente importante: O Consolador Prometido por Jesus.

Nosso abraço de sempre. Fiquem com Deus.
E até a próxima!!

sábado, 29 de setembro de 2012

Princípios Fundamentais


Meus amigos, no post de hoje trataremos dos princípios fundamentais da Doutrina Espírita.
São eles:

EXISTÊNCIA DE DEUS
Em O Livro dos Espíritos, a Espiritualidade Superior nos ensina que Deus é a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas.
Allan Kardec, então, pergunta na questão de nº 4:

- Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
Os Espíritos respondem: "Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá."

IMORTALIDADE DA ALMA
Em todas as civilizações da História da Humanidade foram feitos registros do contato dos "vivos" com os "mortos". Deixamos, aqui, nosso post Antecedentes como referência para mostrarmos uma pequeníssima parte das demonstrações históricas desses contatos - provando, evidentemente, que algo "morto" não é capaz de manifestar-se.

REENCARNAÇÃO
Já na questão de nº 166 de O Livro dos Espíritos, o Codificador pergunta:

- Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se?
“Sofrendo a prova de uma nova existência.”

a) - Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito?
“Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.”

b) - A alma passa então por muitas existências corporais?
“Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância
em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles.”

c) - Parece resultar desse princípio que a alma, depois de haver deixado um corpo, toma outro, ou, então, que reencarna em novo corpo. É assim que se deve entender?
“Evidentemente.”

"Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus."
(João 3:3)

PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS
"Há muitas moradas na casa de meu Pai."
(João 14:2)

COMUNICABILIDADE DOS ESPÍRITOS
"O vento* sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai." (João 3:8)

*Vento, em grego (idioma no qual os Evangelhos foram escritos), é pneuma.
E pneuma significa tanto VENTO quanto ESPÍRITO.

Assim, uma alternativa de tradução seria "O Espírito sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai".
Deixamos, aqui, a liberdade para que cada um leia a passagem Evangélica da maneira que melhor entendê-la.

MORAL ESPÍRITA
Na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec esclarece: Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias; a última, porém, conservou-se constantemente inatacável. Essa parte [o ensino moral de Jesus] é a que será objeto exclusivo desta obra.

Baseada no ensinamentos que nos foram (e são ainda hoje!) trazidos pelo Cristo, a Moral Espírita procura desvendar todos os mistérios que, à época de Jesus, foram lançados propositadamente em função de nossa imaturidade espiritual. Éramos crianças que ainda não estavam preparadas para entender tudo aquilo que o Mestre tinha para nos ensinar.
Entretanto, ele mesmo deixou o recado: "Não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondido que não haja de saber-se e vir à luz" (Lucas, 8:17)

O próprio Jesus antecipou a base dos fundamentos do Espiritismo: a revivescência de seu Ensino Moral!!

E por aqui terminamos o post de hoje.
Em nosso próximo encontro trataremos de um assunto que, particularmente, nos empolga bastante: a Revelação Espírita!!

O abraço fraterno de sempre. Fiquem com Deus.
E até lá!!